Anvisa estuda proibição do Prexige em todo o país
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
Agência Estado 
São Paulo- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve definir na próxima terça-feira se a cassação do registro do antiinflamatório Prexige, fabricado pelo laboratório Novartis, será estendida para todo o país.
A medicação, líder de vendas na categoria, foi interditada no Estado de São Paulo, depois que 609 casos de reações adversas foram notificados, sendo 147 graves, como hepatite, hemorragia e arritmia.
A Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), órgão consultivo da Anvisa, pediu a proibição da venda em todo o Brasil. O primeiro parecer divulgado pelos técnicos já recomendou o cancelamento do registro do produto, o que deve embasar o posicionamento final do governo federal.
As entidades de saúde e os órgãos de defesa do consumidor fazem coro para que a proibição seja para todas farmácias brasileiras. ''Se o Prexige faz mal aos paulistas, também compromete o pernambucano, o mineiro, o baiano'', avalia o presidente da Sociedade Paulista de Reumatologia, José Carlos Szajubok. ''As evidências de que o medicamento é prejudicial aos usuários estão claras. Espero que a Anvisa adote a postura de interdição.''
Já o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) se apóiam nas ações internacionais para defender a proibição total do
remédio.
Quando chegou ao mercado, em junho de 2005, o Prexige foi autorizado para ser comercializado em 36 países. Atualmente, só sete mantêm o registro. Canadá, União Européia, EUA e Argentina, por exemplo, optaram pela proibição após os registros de efeitos colaterais. ''O acúmulo de complicações pelo uso do medicamento reforça a necessidade de interdição no Brasil'', diz o presidente do CNS, Francisco Júnior.
Em nota, a Novartis afirmou que todas as reações adversas notificadas estavam previstas na bula do Prexige e, apesar ''da convicção da segurança'' do produto, vai acatar a interdição no Estado de São Paulo.


