Anvisa busca reações ao Tamiflu
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Folhapress 
Brasília- O aumento do uso do Tamiflu, por conta da gripe A, fez com que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicasse uma resolução tornando obrigatórios o monitoramento e a notificação de todo e qualquer evento adverso e queixa técnica relacionados à utilização do remédio.
Segundo a agência, foram registradas pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e estão sendo investigadas quatro notificações de suspeitas de reações adversas ao Tamiflu. Os efeitos constatados foram convulsão, sintomas neurológicos, pneumonia, choque séptico, problemas respiratórios, náusea e vômitos.
De acordo com a Anvisa, o recente aumento na prescrição e uso do medicamento pela população amplia a possibilidade de ocorrência dos riscos associados ao uso.
A medida divulgada ontem foi considerada como de interesse sanitário. Ela responsabiliza o detentor do registro do medicamento (a Roche, no caso do Brasil) e os serviços de saúde públicos e privados pelo relato das reações adversas.
O detentor do registro deverá notificar o governo sobre relatos de evento adverso grave com morte ou risco de morte em até sete dias. Outros eventos, em até 15 dias.
Os serviços, junto com os médicos que atenderem pacientes medicados com o Tamiflu, deverão manter o monitoramento para identificar possíveis problemas. Mesmo em atendimentos não relacionados à gripe A, os médicos deverão incluir na avaliação clínica o surgimento de reações tardias.
Para tanto, os serviços de saúde vão precisar definir as rotinas e procedimentos necessários para garantir o contato com o paciente durante todo o período de realização do tratamento, diz a resolução, que não informa como as secretarias deverão agir para garantir a notificação pelos médicos e pelos hospitais.


