Curitiba - O anúncio do ministro da Educação, Fernando Haddad, de que não irá pautar a criação de estatais para gerenciar os hospitais universitários pode pôr fim à greve dos servidores técnico-administrativos do Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba. Segundo o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Augusto Moreira Júnior, o ministro deve oficializar até amanhã essa posição.
Em assembléia, ontem, os funcionários decidiram manter a greve iniciada no último dia 28. Isso, com a garantia de que o sindicato da categoria (Sinditest) irá recorrer da liminar da Justiça Federal, que determinou, na semana passada, o retorno ao trabalho em um prazo de 12 horas, a partir da notificação dos dirigentes sindicais. A comunicação oficial só teria chegado, ontem, aos grevistas.
O representante do comando de greve e técnico do HC, José Carlos de Assis, disse que os servidores ficaram ofendidos com os termos do despacho judicial, que atendeu ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). ''Do jeito como foi colocado no documento é como se tivéssemos abandonado os pacientes que já estavam em tratamento, quando, na verdade, a gente continuou trabalhando'', afirmou Assis, assegurando que nas áreas críticas do hospital vêm sendo mantidos 50% do efetivo.
Ontem, ninguém da diretoria do HC quis se manifestar sobre a greve e as condições de atendimento no hospital.

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