As novas tarifas de pedágio para as rodovias do Paraná ainda nem entraram em vigor e já desagradaram os usuários. Os motoristas reclamam que a conservação das estradas não condiz com o preço cobrado pelas concessionárias. O aumento médio, que passará a valer a partir de amanhã, ficou em 9,7% para automóveis e 9,6% para ônibus e caminhões. Mas há casos em que o reajuste chega a 19,35%.

O vendedor de automóveis, Rogério Vagner Arf, 30 anos, contou que viaja pela BR-277 entre Curitiba e Paranaguá seis vezes por semana. Ele tem duas revendas de automóveis, uma em Curitiba e outra em Matinhos, no Litoral. ''Com o que eu já gastei em ticket pedágio por pouco poderia comprar um carro novo'', reclamou.

Arf disse que muitas vezes prefere chegar ao Litoral pela BR-376, que liga o Paraná ao Litoral de Santa Catarina. ''Não tem pedágio e a estrada é muito melhor que essa.'' Ele afirmou que por causa do estado de conservação da BR-277, o pedágio deveria ser reduzido e não sofrer novo reajuste.

O estivador Walmir de Paula Coelho, 40 anos, não sabia que o pedágio seria reajustado. ''Vai subir de novo, é?'', assustou-se. Ele disse que a viagem de Paranaguá até Curitiba vai ficar cada vez mais cara. ''O problema é que o nosso poder aquisitivo não acompanha.'' Ele mora em Paranaguá mas vem a Curitiba pelo menos duas vezes por mês para visitar parentes e para consultas médicas.

Os caminhoneiros foram os que mais reclamaram do novo reajuste. ''Caminhão tinha que ser isento do pedágio. Se a gente não trabalha, o país pára'', disse o gaúcho Léo Kleinert, 46 anos. Outro caminhoneiro, Rafael Hass, 21 anos, contou que desde que o pedágio começou o ganho com frete diminuiu muito. ''Antes a gente tinha 70% do frete, agora só sobra 40%.'' Ele afirmou que, se os reajustes continuarem, terá que mudar de profissão. ''Vou voltar a estudar.'

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