Foz do Iguaçu - Apesar da Estrada do Colono estar fechada há mais de um ano, continua a batalha judicial para decidir o futuro do caminho que corta o Parque Nacional do Iguaçu e encurta a distância entre o Oeste e Sudoeste. A última medida partiu do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4Região, em Porto Alegre (RS).
No último dia 5, o TRF confirmou o afastamento dos peritos contratados para fazer, em novembro de 1999, um laudo sobre o impacto da reabertura ocorrida em janeiro de 1998 (a estrada seria fechada em junho de 2001). O despacho, que deve ser publicado no Diário da Justiça nos próximos dias, ratifica decisão dada pela 1Vara Federal de Curitiba em maio de 2001.
O tribunal anulou o relatório e os afastou por considerar suspeito o fato deles terem as despesas de hospedagem num hotel de luxo em Foz do Iguaçu, na época da perícia, pagas pela Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec). Novos peritos já foram designados para realizar outra vistoria.
Em sua defesa, os peritos são apontados como ''cidadãos íntegros, de excepcional currículo, sem uma mácula sequer em suas vidas profissionais, não se podendo aceitar a possibilidade de que arriscariam uma história de sacrifícios e trabalho por quatro diárias de hotel''. O tribunal lembrou não ter afirmado que houve ''malícia por parte dos peritos'', mas optou por rejeitar a justificativa.
O parecer do engenheiro florestal Ronaldo Viana Soares e do engenheiro civil Gualter Luiz Ferreira descreve que o ''impacto ambiental provocado pela estrada é compensado pelos benefícios que as cidades da região têm com a reabertura da via''. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) questionou o estudo na Justiça.

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