Antropólogo não considera demissão vitória da banda podre17/Mar, 20:17 Por Mauro Carvalho São Paulo, 17 (AE) - O professor de Antropologia e Ciência Política Luiz Eduardo Soares não acredita que sua demissão do cargo de coordenador de Segurança Pública do RJ tenha sido uma vitória da banda podre da Polícia Civil. "O governador fez uma opção, tomou uma decisão e acredita que irá resolver o problema da segurança pública no Rio; desejo que tenha sucesso para o bem da cidade", disse no início da noite, no câmpus da Universidade de São Paulo. Soares lembrou, sem citar nomes, que a diretoria indicada por ele foi substituída em dezembro. Segundo ele, os novos diretores não apuraram as denúncias de corrupção e violência praticada "por um grupo minoritário de policiais". Para o antropólogo, o governador decidiu por um dos métodos de combater a banda podre. "Eu defendia um método radical, com a extirpação da banda podre, mas o governador prefere o método de aliança com esse grupo, com subordinação na esperança de cooptar os maus policiais, evitando que eles transgridam a lei", disse. "Não acredito que isso seja possível; este método é inviável."

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