Antônio Ermírio teme escassez de energia no próximo ano
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terça-feira, 21 de setembro de 1999
Por Milton F. da Rocha Filho 
São Paulo, 22 (AE) - O empresário Antonio Ermírio de Moraes, diretor-superintendente do grupo Votorantim, admitiu hoje estar preocupado com a escassez de energia elétrica no País
já que o Programa Plurianual do Governo (PPA) prevê aumento de 4% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2000 e de 5% em 2001 e o consumo de energia deve crescer o dobro, o que pode fazer com que a demanda supere a produção. "Evidentemente, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), no próximo ano os reservatórios das principais hidrelétricas estarão baixos; além disso, as novas usinas térmicas não saíram do papel, como deveriam", afirmou.
"Há tempos venho falando que temos de adotar uma medida política e atacar firmemente a questão das usinas térmicas, começando a instalá-las; os problemas que existem no setor devem ser resolvidos a toque de caixa; não temos tempo a perder", disse Ermírio. Ele argumenta que o País tem falta de chuvas, reservatórios reduzidos e necessidade de elevar a geração de energia. "E isso nos leva, sem dúvida, à possibilidade de racionamento no próximo ano." Ermírio diz que todos devem se preparar para economizar energia.
O empresário salientou que, no caso do Grupo Votorantim, sempre houve um planejamento estratégico neste aspecto. "Quando pensamos em ampliar a produção da Companhia Brasileira de Alumínio, verificamos antes se teremos energia para isso; por isso, agora temos condições de ampliar para até 300 mil toneladas sua produção atual."


