Antiinflamatório Bextra retirado das farmácias
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segunda-feira, 11 de abril de 2005
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba A partir de hoje, a Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Curitiba começa a fiscalizar as farmácias da cidade para verificar se os estabelecimentos suspenderam a comercialização do antiinflamatório Bextra. Na última quinta-feira, em reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), representantes do laboratório Pfizer, fabricante do medicamento, concordaram em suspender temporariamente as vendas do produto, atendendo solicitação inicial feita pela Food and Drug Administration (FDA), órgão de vigilância sanitária dos Estados Unidos.
Segundo a Vigilância Sanitária Municipal, o próprio laboratório é responsável pela retirada do medicamento das farmácias, cabendo ao órgão municipal a função de fiscalizar. Não está prevista, no entanto, uma operação específica junto às farmácias da cidade, apenas a inclusão desse item no serviço de rotina da vigilância.
Para justificar a decisão, o FDA alegou que há ausência de dados sobre segurança cardiovascular depois de uso prolongado do medicamento, relatos de ocorrências de alergias sérias em usuários e falta de comprovação de vantagens reais na utilização do Bextra quando comparado a outros antiinflamatórios. Foram suspensas a venda do Betrax na forma oral e Betrax IM/IV. Além de ordenar a retirada do remédio, o FDA decidiu que outros remédios antiflogísticos, como o Celebrex, também fabricado pela Pfizer, devem incluir em suas embalagens grandes advertências sobre os riscos do seu consumo.
A decisão de suspender as vendas do Betrax acontece seis meses depois que o laboratório Merck retirou do mercado o antiinflamatório Vioxx, em setembro do ano passado. Pesquisas da própria empresa mostraram que o uso do remédio poderia levar a uma elevação do risco de ataque cardíaco e derrame.
''Estudos mostram que o remédio aumenta em duas vezes os riscos de derrame, infarto agudo do miocárdio e doenças nos vasos cerebrais após dezoito meses de uso'', afirma a cardiologista do Hospital Vita Curitiba, Cláudia Savaris.


