São Paulo, 02 (AE) - Antes de se tornar vereador, José Izar declarou ter um rendimento médio anual de R$ 20 mil, ou um salário mensal de pouco mais de R$ 1,5 mil ocupando o cargo de assessor técnico 2 na empresa Anhembi Turismo e Eventos, na qual trabalhou entre 1995 e 1997. Atualmente, a empresa está sendo investigada pela polícia e Ministério Público por suspeita de indicações de funcionários fantasmas.
Na cópia da declaração do imposto de renda de 1996 que consta no Tribunal Regional Eleitoral, não há nenhum bem em nome do vereador, nem o apartamento onde mora, na Rua Abílio Soares, nem um automóvel.
Há informações, entretanto, de que Izar possui um apartamento em Pitangueiras (Guarujá) e sociedade em uma loja de roupas no Shopping Ibirapuera. Em seu nome, existem ainda três linhas telefônicas, que também não foram declaradas.
A reportagem procurou Izar para comentar sua declaração de bens. Ele não foi localizado em sua residência nem no clube Sírio, onde costuma passar as manhãs na piscina tomando sol ou correndo. Sua última visita ao clube teria ocorrido na terça-feira, véspera da votação da cassação.
Em seu telefone celular, atendeu uma pessoa que se identificou como "funcionário de confiança do vereador", com uma voz bastante similar a de Izar. A pessoa explicou que Izar está em um sítio com amigos, comemorando a vitória na Câmara. Sobre a declaração de bens, afirmou apenas que o apartamento da Abílio Soares e o do Guarujá estão em nome da mãe de Izar, mas não soube informar sobre a loja no shopping nem sobre as linhas telefônicas. "Pode ser que ele não tivesse esses bens antes de se eleger."

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