Dez empresas paranaenses tiveram a venda de parte de seus serviços suspensa pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por apresentarem irregularidades nos contratos. Quatro são de Curitiba, uma de Marechal Cândido Rondon, uma de Ubiratã, duas de Londrina e duas de Guarapuava. Depois de notificadas, elas terão cinco dias úteis para se manifestarem e poderão ser multadas em R$ 35 mil. No Brasil todo, 51 empresas tiveram registros cancelados pela ANS.
A Ouroclin, de Curitiba, foi a que teve a maior quantidade de produtos suspensos no Estado. Vinte e um planos oferecidos pela empresa apresentaram algum tipo de ilegalidade. O diretor da Ouroclin, Vicente Muniz, disse ontem que não poderia dar qualquer tipo de informação antes de receber a notificação da ANS. Da Capital também foram suspensos planos da Cooperativa de Usuários de Serviços de Saúde, Sociedade Cooperativa de Serviços Médicos Hospitalares de Curitiba e Odomed Clínica Médica e Odontológica.
Duas das dez empresas notificadas são do grupo Unimed. Treze planos familiares, empresariais e ambulatoriais da Unimed Cândido Rondon e outros 16 da Unimed Verde Vale, em Ubiratã, estão cancelados. As outras empresas paranaenses citadas pela ANS por apresentarem irregularidades são o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo e Sedel-Serviço Dentário Londrina, de Guarapuava, e em Londrina, a Dental Med Assistência Odontológica e Sistema de Saúde Ourodont.
Depois de companhias de telefones, as empresas que ofecerem planos de saúde são as mais denunciadas no Procon do Paraná, segundo informações do setor de atendimento ao consumidor. O departamento não informou se existem queixas contra as que foram notificadas pela ANS, mas divulgou que somente no mês de agosto foram registradas, em Curitiba, 447 reclamações contra planos de saúde. A Unimed responde por 119 desse total.
Do começo do ano até agora, o Procon abriu 2.907 processos contra essas empresas. A propaganda enganosa é responsável pela maior parte das acusações. ‘‘Em 90% dos casos os consumidores ganham a causa, pois apresentam provas de que foram enganados’’, contou o responsável pelo setor de atendimento ao consumidor, Dario de Oliveira. Ele aconselha os usuários de plano de saúde a guardarem todos os folhetos de propaganda distribuídos pelas empresas.

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