Curitiba- A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mantém trancada a sete chaves sua proposta de reajuste para os planos de saúde, a ser anunciada em maio pelo governo federal. O diretor de gestão da ANS, Gilson Calhena, adianta apenas que a proposta, que está sendo analisada pelos ministérios da Fazenda e da Sa© úde, não traz novidades em relação à metodologia aplicada no ano passado.
A intenção é aplicar reajuste único em todo País e não diferenciados por regiões, como vem sendo aventado. O estudo da ANS também recomenda que o reajuste dos planos individuais seja calculado em conformidade com os reajustes já acertados para planos coletivos. No ano passado, o índice máximo de reajuste permitido pelo governo para todos os tipos de planos foi de 11,75%.
Também no dia 3 de maio, a ANS divulga resultados do Programa de Qualificação, implantado em dezembro, com objetivo de avaliar a qualidade dos serviços prestados pelas 2.225 operadoras de saúde privadas do País. Para o levantamento, a agência criou indicadores, que levam em conta atenção à saúde, dimensão econômica-financeira da empresa, estrutura e composição, e satisfação do beneficiário. Desses, atenção à saúde ocupa a metade do peso do indicador de qualidade. ''A idéia é construir uma proposta de nova regulamentação para os planos, induzindo o modelo, que hoje é voltado à doença, para a prevenção e promoção à saúde'', disse Calhena, que esteve ontem em Curitiba.

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