Rio, 30 (AE) - O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), revelou hoje que a agência prepara um plano de contingenciamento de combustíveis para a eventualidade de o abastecimento ser afetado. Zylbersztajn afirmou, no entanto, que a medida é apenas uma praxe adotada também por outros países, mas não há risco de falta de combustíveis. "Não há nenhum racionamento previsto", esclareceu o diretor da ANP.
"Não corremos nenhum risco, mas precisamos ter este plano para apresentar alternativas à sociedade", declarou, para explicar porque o plano está sendo elaborado. Ele não deu maiores detalhes sobre o esquema de contingenciamento. "O Brasil hoje produz 70% do óleo que precisa, e tem outras possibilidades na área de energia", argumentou Zylbersztajn. "É talvez um dos países em situação mais confortável no mundo, nesta área", acrescentou. O contingenciamento, reforçou, seria apenas para possíveis "casos de emergência".
Zylbersztajn afirmou que a ANP também está em contato com as distribuidoras de combustível e prepara um esquema especial para evitar problemas causados pelo bug do milênio, a falha que pode acontecer com os computadores no fim do ano. Mas sobre esta questão afirmou que também há um "alto grau de confiança" de que não haverá problemas. "A Petrobras vem se preparando há dois anos para isto", citou como exemplo.
Protesto - A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou hoje nota contra o preço igual para o gás produzido no Brasil e o importado, que vai ser adotado pelo governo federal. "Tal proposição afronta princípios de economicidade, razoabilidade, harmonia federativa e acima de tudo, bom senso", afirma a nota.
Segundo a Firjan, o Rio de Janeiro, maior produtor de petróleo e gás do País, já foi prejudicado de outras formas no setor. Entre os exemplos citados pela entidade estão a proibição constitucional de cobrança de imposto estadual sobre a venda da produção a outros Estados, a prioridade dada a São Paulo no fornecimento de gás, a "sabotagem política" ao pólo petroquímico de Itaguaí e os obstáculos contra o andamento do Pólo Gás-Químico no Estado.

mockup