ANP pode abrir licitações isoladas de áreas para exploração
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quarta-feira, 16 de junho de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 17 (AE) - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu a possibilidade de as empresas requisitarem licitações isoladas para áreas de exploração de petróleo, de acordo com seus interesses. O diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn, descartou a hipótese de outra grande licitação no segundo semestre deste ano, mas confirmou que, no início do ano que vem, haverá leilão de um conjunto de áreas de exploração mais voltado a empresas de médio porte e companhias nacionais ligadas ao setor.
Ele desdenhou as críticas à venda de menos da metade dos 27 blocos ofertados esta semana com uma comparação entre otimismo e pessimismo. "Se alguém oferecer um copo do melhor vinho Bordeaux, vai ter gente dizendo: Que pena, a metade do copo está vazia", comentou. "Eu aproveito muito bem a metade que está cheia." Segundo Zylbersztajn, a grande quantidade e a diversidade nas características das áreas licitadas foi proposital. "Precisávamos de um laboratório para medir o mercado", comentou. Mas voltou a afirmar que esperava um resultado melhor, com a venda de 20 das 27 áreas.
Zylbersztajn lembrou que há uma dezena de empresas fazendo, desde o fim do ano passado, levantamentos sobre qualidade em possíveis áreas de petróleo no litoral brasileiro. Somente a francesa Schlumberger, empresa especializada na obtenção desses dados para venda a companhias petrolíferas, mantém cinco navios em operação. São trabalhos muito preliminares para medir a qualidade da área, mas que devem balizar os novos pedidos para licitações isoladas. "Qualquer empresa pode solicitar a concorrência e nós vamos estudar a sua realização", afirmou.
Indústria - A Petrobrás vai iniciar um plano de emergência para incentivar a criação de emprego na indústria naval, setor que empregou cerca de 40 mil funcionários até o início da década de 80 e hoje concentra apenas 3 mil trabalhadores. A direção da empresa resolveu contratar de estaleiros locais o reparo de dez grandes petroleiros este ano e outros 20 no ano que vem. Também vai encomendar à indústria nacional 21 barcos de suporte às plataformas até o ano de 2006. São embarcações com contrato de afretamento no exterior com prazo prestes a terminar.


