A Agência Nacional do Petróleo (ANP) interditou o duto da Petrobras, que interliga o Terminal de Barueri ao Terminal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Este duto rompeu-se na última sexta-feira próximo ao Terminal de Barueri, causando um vazamento estimado de 150 toneladas de gás liquefeito de petróleo, o equivalente a 11.500 botijões de 13 quilos cada. O rompimento do duto foi provocado por uma empresa que realizava obras do Rodoanel da capital paulista.
O rompimento foi gerado por uma máquina bate-estaca usada por uma construtora que fazia obras no local. A Petrobras decidiu consertar e mudar a posição do duto onde ocorreu o problema. Ontem a Petrobras Transportes S.A. (Transpetro) informou que o duto será removido para conserto e, depois, recolocado numa posição distante 30 metros da atual. O obra deverá durar cerca de 20 dias, de acordo com a assessoria de imprensa da Transpetro.
A empresa voltou a afirmar que não estava previsto que a máquina de bate-estaca trabalhasse no local onde houve o vazamento. As causas do acidente estão sendo apuradas pela comissão de sindicância formada pela estatal e pela Dersa.
Ontem o secretário de Transportes do Estado de São Paulo, Michael Zeitlin, afirmou que a Petrobras preparou um mapa errado que indicava o poliduto em local diferente do encontrado.
Segundo o Superintendente de Comercialização e Movimentação de Petróleo e Derivados da ANP, Carlos Valois, a Petrobras está impedida de operar o duto até que sejam apresentados à agência documentos sobre descrição dos procedimentos de intervenção para o reparo do trecho danificado e procedimentos adicionais a serem adotados pela empresa de forma a garantir a segurança do oleoduto durante a execução das obras civis no seu entorno.

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