ANP estuda estratégia para licitar áreas remanescentes
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terça-feira, 15 de junho de 1999
Por Irany Tereza, Gustavo Alves e Mônica Ciarelli 
Rio, 16 (AE) - A Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda vai analisar qual será a estratégia para a próxima rodada de licitações de áreas para exploração de petróleo no Brasil. Um dos projetos para aumentar o interesse dos investidores é diminuir a variedade das áreas oferecidas nos leilões, dividindo as licitações de acordo com a característica de cada área.
Com isso, poderiam ser realizados pequenos leilões destinados a investidores interessados em exploração em águas rasas ou em terra. Esses dois tipos de blocos despertaram pouca atenção dos participantes dos dois dias de licitações da ANP. "Estamos ainda aprendendo, vamos analisar o resultado desse leilão e planejar como será a próxima rodada", explicou o diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn.
Segundo ele, a agência precisa verificar quais são as semelhanças entre as áreas que não receberam proposta na primeira licitação para evitar novos fracassos. Ele destacou que as companhias brasileiras não participaram do leilão, mostrando-se ainda avessas ao risco no setor.
Zylbersztajn se mostrou surpreso com o grande número de áreas que não receberam propostas. Ao todo, foram 15 das 27 áreas que continuaram sob controle da ANP.
Nenhuma das áreas de exploração em terra foram vendidas nos dois dias de leilão. O interesse pelos blocos na Bacia de Santos também foi menor do que se esperava, apenas metade das seis áreas oferecidas foram vendidas.
Zylbersztajn acredita que seja preciso aumentar o volume de informações técnicas sobre os blocos ofertados, mas não ainda não tem explicação para o fraco interesse pelas áreas colocadas à venda no segundo dia de licitações.


