ANP arrecada US$ 3 mi com venda de informação sobre áreas licitadas
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quinta-feira, 04 de fevereiro de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 04 (AE) - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) já arrecadou, em pouco mais de um mês, US$ 3 milhões com a venda de informações sobre as 27 áreas de exploração de petróleo que serão licitadas à iniciativa privada em maio. O diretor-geral da agência, David Zylbersztajn, garante que a concorrência não será adiada, apesar da crise cambial. Ao contrário, o processo é tido como uma boa oportunidade de elevar a entrada de recursos externos no País.
O bônus de assinatura (espécie de preço mínimo pela concessão) fixado pela ANP para cada área é quase simbólico, variando entre R$ 50 mil e R$ 150 mil, mas a expectativa é de que a disputa multiplique estes valores. Para os seis blocos oferecidos na Bacia de Campos, que concentra hoje mais de 75% da produção de petróleo do País, é esperada a maior arrecadação, seguida pelas seis áreas da Bacia de Santos.
Doze empresas adquiriram pacotes com os dados sobre as jazidas, postos à venda há pouco mais de um mês. Pelos pacotes, as companhias estão pagando até o dobro do valor do bônus que será cobrado ao vencedor. A venda das informações continuará até o início de maio, quando terminará o prazo para a qualificação definitiva dos candidatos.
Apesar da manutenção do cronograma de licitação, o governo ainda não marcou a data exata da venda, prevista para daqui a três meses. Hoje a agência lançou o pré-edital (disponível na Internet no site www.brazil-round1.com), com a linha geral da primeira rodada de licitações. A direção da ANP não arrisca uma previsão de arrecadação para as áreas, mas, segundo Zylbersztajn, o setor mundial de petróleo é um caso à parte da crise, e define suas próprias regras de investimentos.


