São Paulo, 17 (AE) - Para o segmento de tubos e conexões para obras prediais e de saneamento básico público, 2000 começa mais aquecido do que 1999. Segundo o vice-presidente da Associação dos Fabricantes de Materiais e Equipamentos para Saneamento Básico (Asfamas), Wilson Passetto, embora os números do ano passado não estejam fechados, o crescimento de 1999 em relação a 1998 deve ter sido de 2% a 3%. As boas expectativas para este ano têm por base as eleições, que aquecem investimentos em obras públicas, e queda da taxa de juros, o que movimenta a indústria da construção civil e até a auto-construção.
Ou seja, o segmento de materiais hidráulicos de plástico alcançou cerca de metade da média de incremento obtida pela transformação brasileira em geral, que ficou entre 4,5% a 5%. A principal explicação é que os investimentos em infra-estrutura de saneamento básico, em 1999, representaram a transformação de 45 mil toneladas de PVC - cerca da metade do que foi usado para atender obras públicas em 1998, um ano eleitoral como 2000.
No ano passado, as vendas faturadas somaram R$ 2,8 bilhões, informa a Asfamas, com base em um levantamento a ser consolidado. Os investimentos de 1997 a 1999 foram de US$ 330 milhões. A indústria de materiais hidráulicos para obras públicas e prediais empregou 17.500 pessoas e pagou R$ 490 milhões em impostos e contribuições, em 1999.
"As perspectivas para o ano 2000 são de reativação da construção civil de edificações, através das construtoras, em vista da diminuição das taxas de juros e outras medidas", avalia Passeto. Outro motivo de otimismo é que o mercado formiga ou de auto-construção está se estabilizando.

mockup