Bruxelas, 22 (AE-AP) - Oitenta e seis jornalistas foram assassinados em todo mundo em 1999, o segundo pior ano em registro da história, elevando o total dos últimos dez anos para 500, informou hoje (22) a Federação Internacional dos Jornalistas (IFJ), com sede em Bruxelas.
"1999 foi um ano infame", disse o secretário-geral da IFJ, Aidan White. Na Iugoslávia, 24 jornalistas e trabalhadores da mídia foram mortos, incluindo 16 que estavam no prédio da Rádio e Televisão da Sérvia em Belgrado durante o bombardeio da Otan em abril. Três outros jornalistas morreram quando a embaixada chinesa em Belgrado foi atacada.
Em Sierra Leone, 10 jornalistas foram mortos na guerra civil. Na Colômbia, a violência causou a morte de seis jornalistas. Também houve casos em Timor Leste e na Chechênia.
"O perigo contra os jornalistas está maior do nunca", disse White. Em 1994, a matança na Argélia, a guerra da Bósnia e o genocídio em Ruanda contribuíram para transformar o ano no pior de todos, com 115 mortes. No ano passado, foram 38 jornalistas assassinados.

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