Ano decisivo para planos de contingência
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sábado, 11 de janeiro de 2014
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina Apenas 116 dos municípios do Paraná, o equivalente a 29% do total, concluíram seus planos de contingência contra desastres climáticos até o final de 2013. Este dado é da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, que comemora ter superado a meta de 100 municípios. A próxima meta é chegar aos 299 municípios ao final deste ano. Até o início de 2013, somente 14 cidades tinham os planos no Estado.
Os planos de contingência estabelecem procedimentos a serem adotados por órgãos envolvidos na resposta a emergências e desastres provocados por eventos naturais. Visam, também, demarcar áreas críticas e cadastrar recursos e equipes disponíveis.
Dos 61 municípios da regional de Londrina da Defesa Civil, apenas três cumpriram a meta e concluíram seus planos: Londrina, Arapongas e Santo Antônio da Platina. Outros quatro ainda estão em andamento (Bela Vista do Paraíso, Cambará, Ibaiti e Ibiporã).
De acordo com o chefe regional da Defesa Civil, major Ezequias de Paula Natal, a meta é que todos os municípios da Regional finalizem os planos já no primeiro semestre deste ano. "Há uma certa resistência de alguns prefeitos em aderirem ao modelo da Defesa Civil. Mas estamos trabalhando junto às associações dos municípios para esclarecer a importância de estarem preparados aos eventuais desastres", alerta.
De acordo com o capitão Romero Nunes da Silva Filho, da Coordenadoria Estadual, desde julho do ano passado, quando o órgão disponibilizou na internet o Sistema Informatizado de Defesa Civil do Paraná (Sisdc), prefeituras correm contra o tempo para finalizar o documento. As cidades cadastradas já foram responsáveis pelo mapeamento de 400 áreas de risco e 386 abrigos. "Estávamos testando a ferramenta e houve uma adesão importante. Os gestores perceberam como é didático o preenchimento." O documento é gerado após a inclusão de informações numa espécie de programa na internet e pode ser alterado a qualquer momento.
Trabalho paralelo
Tão importante quanto um protocolo de medidas para minimizar o impacto dos desastres climáticos são as ações preventivas, como desapropriações, e de controle das condições meteorológicas, sobretudo nível dos rios, quantidade de precipitação e velocidade dos ventos. Segundo o chefe de Hidrometria do Instituto das Águas do Paraná, Paulo Franco, das 124 estações hidrológicas e meteorológicas prometidas para o final de 2013, 65 foram instaladas. No total, o instituto prevê 24 estações hidrológicas para a Agência Nacional das Águas (ANA), 100 para o Instituto e mais 15 estações meteorológicas para o Instituto Tecnológico Simepar.
Segundo Franco, enquanto isso, um convênio com o Simepar vai possibilitar a transferência imediata da informação. "Hoje, pela falta de um software, temos que verificar cada estação individualmente e alimentar o banco de dados para que possamos analisar as informações. Com o programa, os dados serão gerados automaticamente e, em seguida, repassados à equipe de Defesa Civil responsável para as precauções necessárias."
Cenário de grandes tragédias, todos os municípios do litoral paranaense (Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná) concluíram seus planos. Espera-se que, com isso, os desastres que eventualmente ocorram não provoquem tanto prejuízo, seja financeiro ou à vida da população.


