O ex-auxiliar de enfermagem Edson Isidoro Guimarães, conhecido como ''Anjo da morte'', foi condenado na madrugada de ontem a 69 anos de prisão em regime fechado pela morte de quatro pacientes do hospital Salgado Filho, no Méier (zona norte do Rio), em março de 1999. Os advogados de Guimarães disseram que vão recorrer da sentença, apesar de o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira ter negado o direito do réu de recorrer em liberdade.
''Nego ao acusado o direito de recorrer em liberdade pois sua péssima conduta social e as danosas circunstâncias com que os crimes foram praticados recomendam isso'', afirmou o juiz em sua sentença.
Guimarães foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de ter desligado aparelhos respiratórios que mantinham vivas as pacientes Márcia Garnier Pereira, Maria Aparecida Pereira e Francisca Teresa Coutinho de Oliveira, causando-lhes morte por asfixia, além de injetar dose excessiva de potássio no paciente Matias Gomes.
O ex-auxiliar de enfermagem chegou a confessar extrajudicialmente que teria matado os pacientes em troca de dinheiro fornecido por funerárias e por ter pena deles, já que se tratavam de pacientes terminais.
Além desses crimes, Guimarães é suspeito de envolvimento na morte de outros cem pacientes do Salgado Filho.
É a segunda vez que Isidoro Guimarães é condenado. Na primeira vez, ele pegou 76 anos. O julgamento, que foi iniciado na tarde de anteontem, durou cerca de 13 horas.

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