O primeiro informe da Anistia Internacional sobre ‘‘as violações dos direitos humanos contra os homossexuais no mundo’’ denuncia as discriminações, humilhações, torturas, estupros, detenções e execuções de que são vítimas os homossexuais no mundo. Assassinatos de homossexuais cometidos por ‘‘esquadrões da morte’’ no Brasil, criminalização da homossexualidade no Zimbabue e inclusive execuções sumárias no Irã na aplicação da sharia (leis islâmicas), os exemplos abundam nos cinco continentes.
Batizado ‘‘Breaking the silence’’ (Rompendo o silêncio), o informe será apresentado no dia 27 em Reuilly (leste de Paros), por ocasião da semana do orgulho gay, Europride, de 22 a 29 de junho. O documento é acompanhado por uma fita de vídeo com parte dos depoimentos recolhidos durante três anos de investigação.
No Brasil, ‘‘esquadrões da morte (policiais civis) são responsáveis por centenas de assassinatos de membros de minorias sexuais durante os 15 últimos anos’’, segundo a Anistia. O documento cita o assassinato a 14 de março de 1993 de um vereador bissexual de Coqueiro Seco (leste do Brasil), Renildo José dos Santos, objeto de ameaças de morte após ter tornado pública sua homossexualidade na rádio. Sua cabeça e seu corpo foram encontrados cortados, com indícios de torturas. Segundo sua família, entre seus sequestradores figuravam policiais.

mockup