Brasília - A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional cobrou ontem das autoridades do Brasil que investiguem os atos de violência no campo e encerrem o ambiente de intimidação que há no Norte do País. Em comunicado, divulgado na página da entidade, a ONG destaca os últimos episódios envolvendo pistoleiros e camponeses. Apenas no final do mês passado, quatro ambientalistas foram assassinados na região.
A entidade critica a atuação das forças policiais no Brasil. ''A polícia não tem respondido adequadamente às reclamações sobre os ataques e ainda há mais a cultura da impunidade'', diz a ONG. A Anistia Internacional afirma ainda que para conter a violência no campo é necessário garantir a proteção às pessoas ameaçadas e investigar de forma plena as denúncias.
''Estamos muito preocupados com a segurança das famílias nessas comunidades, que vivem constantemente com medo, após as mortes de seus líderes, que estavam 'marcados para morrer', por pistoleiros contratados'', disse o pesquisador da Anistia Internacional para o Brasil, Patrick Wilcken.
A reação da Anistia Internacional ocorre no momento que o governo enviou ao Pará uma força-tarefa, formada por homens da Polícia Federal, Força Nacional de Segurança, Polícia Rodoviária Federal e das Forças Armadas.

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