Anistia acusa Indonésia de minar segurança em Timor
Jacarta, 21 (AE-AP) - O grupo de direitos humanos Anistia Internacional (AI) acusou hoje (21) o governo indonésio de minar a segurança em Timor Leste ao apoiar milícias armadas que se opõem à independência do território.
De acordo com a AI, pelo menos 34 pessoas foram assassinadas por milicianos pró-Jacarta e pelas forças de segurança indonésias desde 5 de maio.
"O alto nível contínuo de violações humanas e a atmosfera de impunidade quase total em Timor poderia impedir a realização do referendo sobre a independência", programado para ocorrer em 8 de agosto, diz um relatório divulgado hoje pela Anistia.
No documento, a Anistia conclama Jacarta a pôr um fim em seu apoio à campanha de terror contra aqueles que apóiam a independência. O governo indonésio, por sua vez, nega qualquer alegação de que apóie as milícias.
O relatório também afirma que o grupo pró-independência Falintil cometeu abusos de direitos humanos.
Também as Nações Unidas - que coordena o referendo - acusaram as milícias antiindependência de empreender uma campanha de terror para intimidar os civis antes da votação.
Mas, apesar das especulações, a ONU negou hoje que o referendo seria adiado por causa da violência.
O referendo dará aos timorenses o direito de escolher entre autonomia e independência.
O território de Timor Leste, antiga colônia portuguesa, foi invadido pela Indonésia em 1975 e anexado no ano seguinte.





