ANIMAIS ABANDONADOS - Pesquisa vai definir políticas públicas para cães e gatos
A Rua Doutor Miguel Augel Espinosa, no Conjunto Jamile Dequech (zona sul de Londrina), já foi conhecida como um reduto de cachorros. Os animais se abrigavam próximo de casas das donas de casa Creuza Soares da Silva Maria, de 59 anos, e Enaura de Andrade Silva Maria, de 46, que nunca negaram ração e carinho a nenhum deles.
O bairro, que já foi o mais isolado de Londrina e hoje está integrado ao Jardim União da Vitória por um viaduto, foi escolhido pela Prefeitura para reiniciar um trabalho iniciado em 2011 pela Universidade Estadual de Londrina e que foi retomado no último final de semana.
Trata-se de uma espécie de censo de cães e gatos, uma pesquisa capaz de basear a formulação de políticas públicas para os animais de estimação. Os pesquisadores percorrem as casas e entrevistam os moradores. O questionário tem 46 itens, que investigam desde as condições sanitárias dos animais até as opiniões sobre várias questões ligadas ao mundo pet, como vacinação e castração. "É um trabalho muito bom. Ninguém gosta de ver um bichinho abandonado", disse Alice Petra Cesarini, de 47, caseira de uma escola e dona de dois cachorros, Bob e Tas.
O veterinário da Vigilância Sanitária, Alessandro Caseri, explica que as informações colhidas nos questionários serão essenciais para o planejamento de ações para o controle populacional de cães e gatos abandonados, além da implantação de Unidades de Saúde Animal e do Centro de Zoonoses.
O levantamento realizado em 2011, nos bairros San Remo e Jardim Leonor, na zona oeste, apontou uma proporção entre duas e três pessoas por cão. O recomendável pela Organização Mundial da Saúde é de sete humanos por um cachorro
Segundo a ONG SOS Vida Animal há cerca de 35 mil gatos e cachorros abandonados que perambulam pela cidade
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





