Aníbal promete ciência e tecnologia a serviço da produção
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quinta-feira, 04 de fevereiro de 1999
Por Carla Franco 
São Paulo, 04 (AE) - O novo secretário da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico de São Paulo, José Anibal
pretende atrelar ciência e tecnologia à produção e à retomada do crescimento econômico do Estado. "Eu entendo que ciência e tecnologia têm que estar a serviço da produção e vou procurar trabalhar nesse sentido", afirmou Anibal, pouco depois de ser empossado pelo governador Mário Covas, no Palácio dos Bandeirantes.
Entre os projetos do secretário, deputado federal do PSDB por São Paulo, está o fortalecimento de programas de estímulos às micro, pequenas e médias empresas. Para Aníbal, a desvalorização do real, apesar de "penosa", recriou um ambiente favorável às exportações brasileiras. "Temos a possibilidade de criar uma malha extensa de micro, pequenas e médias empresas e uma política de exportações mais vigorosa, de ampliação dos nossos mercados no Exterior e no Brasil", sustentou.
Para Aníbal, apesar das atuais dificuldades econômicas, o Estado tem condições de voltar a crescer. "Eu não vejo necessariamente um ano de recessão acentuada", disse. "Nesse momento, estamos com o freio de mão puxado, mas logo adiante quem sabe a gente não crie um ambiente muito propício a crescer".
Guerra Fiscal - O secretário garantiu que o Estado não vai se envolver na guerra fiscal para atrair investimentos. "São Paulo não se envolve em guerra fiscal e tem, com essa posição, conseguido atrair investimentos e inclusive promover acordos", observou Anibal, referindo-se à recente negociação entre o governo e a indústria automobilística para a renovação da frota.
José Anibal defendeu a renegociação "indireta" das dívidas dos Estados. Para ele, uma eventual redução das taxas de juros ou a ampliação do prazo para pagamento das dívidas estaduais trariam custo para a sociedade. "A renegociação poderia ser feita com compensações indiretas", sustentou. "A redução da taxa de juros não dá porque a sociedade dificilmente vai se dispor a pagar isso."
Em sua opinião, apesar das dificuldades atuais, a renegociação das dívidas já ocorreu, quando foram fechados os acordos entre a União e os Estados. "Eu admito até que diante da situação que temos hoje, de recessão e de perda de receita, sobretudo para os Estados mais industrializados, a manutenção desse porcentual orçamentário para pagamento das dívidas, de até 13%, é elevado", observou. "Mas a renegociação já foi feita lá atrás, recentemente", lembrou Anibal. Para ele, o pacto federativo deve ser respeitado.


