Aníbal contesta ACM e diz que visão sobre guerra fiscal é ilusória
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2000
Por Carla Franco 
São Paulo, 12 (AE) - O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, José Aníbal (PSDB), disse ser uma "grande ilusão" a idéia do presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), de que a guerra fiscal é uma "defesa natural" dos Estados pobres para buscar o desenvolvimento. "Se a guerra fiscal fosse benéfica para os Estados mais carentes, eles já teriam se desenvolvido", rebateu Aníbal. "O diagnóstico do senador está errado."
Para o secretário, os mecanismos adotados pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Amazônia (Sudam) não obtiveram os resultados desejados. Aníbal lamentou as declarações de ACM e disse que o senador vem tratando do assunto de maneira emocional. "Na posição em que ele está, de presidente do Congresso, ele poderia colaborar, ajudando a definir mecanismos mais abrangentes para o desenvolvimento", observou.
Na opinião do secretário, a guerra fiscal é "estúpida e predatória", uma vez que a concessão de benefícios para a instalação de empresas é feita a custo do contribuinte e em detrimento dos serviços públicos. "Além disso, a guerra fiscal tira o emprego dos Estados onde as empresas estão instaladas e cria uma concorrência absolutamente inaceitável", afirmou.


