Anhembi teria ocultado documentos
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domingo, 04 de abril de 1999
Por Fausto Macedo 
São Paulo, 05 (AE) - O Ministério Público Estadual suspeita que a empresa Anhembi Turismo e Eventos pretendia eliminar ou esconder documentos que estão sendo requisitados pela Promotoria de Justiça da Cidadania. Esses documentos deverão instruir inquérito sobre servidores "fantasmas" contratados para prestarem serviços ao vereador Osvaldo Enéas (Prona).
Os funcionários foram admitidos sem concurso público. O esquema envolve o ex-diretor-presidente da Anhembi, Ricardo Castello Branco, e o ex-secretário municipal do Governo nas administrações Paulo Maluf (1993-96) e Celso Pitta, Edevaldo Alves da Silva. Ele foi exonerado do cargo por Pitta após o segundo turno das eleições para governador. Seu nome é citado em depoimentos prestados por "fantasmas" no inquérito 55/98, presidido pelo promotor Saad Mazloum.
O inquérito foi aberto originalmente para apurar atos de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Segundo denúncia de ex-funcionários do vereador, ele apoderava-se de parte de seus vencimentos. Em meio às investigações, o promotor descobriu que os servidores foram admitidos pela Anhembi e deslocados para o gabinete de Enéas.
No dia 23, a Anhembi recebeu ofício de Mazloum exigindo informações sobre três pessoas - Albertina Usignollo LAbatti, Sidney LAbatti e Tiago Marques La Rosa. O promotor deu prazo de 10 dias úteis para a presidência da Anhembi informar data de ingresso e desligamento, forma de admissão e nome e qualificação de quem autorizou as contratações. O prazo esgotou-se hoje.
No dia 1º, a Agência Estado flagrou operação na sede da Anhembi para transferência de caixas com documentos da Manpower, empresa que intermiadava contratação de mão-de-obra. Na semana passada, Castello Branco afirmou que desconhecia que funcionários eram "indicados por vereadores e deslocados para outros órgãos".


