Lisboa, 29 (AE-REUTERS) - O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, promoveu hoje (29) uma reforma em seu governo, assumindo pessoalmente responsabilidade pela campanha das forças armadas contra rebeldes da Unita.
Num comunicado lido no parlamento, José Eduardo disse que estava assumindo os cargos de primeiro-ministro e de ministro da Defesa a fim de "estreitar a cadeia de comando".
O presidente, que deveria nomear um novo gabinete reduzido na noite de hoje, afirmou que o governo irá adotar medidas de emergência visando conter a revolta na ex-colônia portuguesa, onde um conflito latente explodiu novamente em guerra civil pouco antes do Natal.
Mas em seu discurso, uma cópia do qual foi enviada à REUTERS em Lisboa, ele disse que havia decidido não declarar um estado de sítio, imposto pela última vez no país em 1992, quando a Unita contestou os resultados de eleiçäes na qual José Eduardo ganhou o poder.
As notícias da reforma governamental surgiram enquanto se intensificavam os combates em torno da cidade de Catabola, 100 km do quartel-general da Unita em Andulo, no planalto central do país.
José Eduardo repetiu uma acusação anterior de que alguns estados africanos ajudaram o líder da Unita Jonas Savimbi a se rearmar durante uma frágil paz que seguiu-se à assinatura de uma trégua na capital zambiana de Lusaka em 1994.
O líder angolano, que enviou tropas para apoiar o presidente Laurente Kabila em sua luta contra rebeldes na vizinha República Democrática do Congo, disse que o levante de Savimbi faz parte de um plano maior para desestabilizar as regiäes central e sul da µfrica.

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