A doença arterial se caracteriza pelo estreitamento das artérias devido a depósitos de gordura em suas paredes internas. Isso reduz, ou mesmo interrompe, o fluxo de sangue na região atingida, que pode ser o coração, o cérebro, as pernas ou os rins.
No coração, um dos sintomas é a dor ou pressão no peito, que pode disseminar-se pelo ombro ou braço esquerdos, ou para o pescoço e a mandíbula. No rim, não há dor e o risco é a perda de função do órgão, e a necessidade de diálise.
A possibilidade de angioplastia renal, segundo o cardiologista intervencionista Valter Lima, docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e chefe de hemodinâmica e cardiologia intervencionista do Hospital São Paulo, é recente, mas já é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). ''Um stent específico para a área renal só está disponível há três anos'', explica. Além de dimensão diferente do stent cardíaco, o renal tem características que precisam atender detalhes anatômicos da região, como ser mais forte e mais espesso.
Evitar a doença arterial, ressalta o médico, passa por controlar os fatores de risco - hipertensão arterial, obesidade, tabagismo, colesterol alto e diabetes. ''A orientação é a mesma para todas as partes do corpo. A projeção é que, no futuro, a área (de cuidados com as artérias) será cuidada por uma especialidade (médica) única, com matriz na cardiologia'', avalia Lima. (C.P.)

mockup