Anfavea faz estudo sobre impacto da renovação da frota na arrecadação
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terça-feira, 12 de outubro de 1999
Por Renato Andrade 
Brasília, 13 (AE) - A direção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) deve encaminhar dentro de 15 dias ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comécio Exterior, Alcides Tápias, um estudo detalhado sobre o impacto da implementação do programa de renovação da frota de veículos do País na arrecadação tributária. Segundo informou o presidente da Anfavea, José Carlos Pinheiro Neto, ao deixar uma reunião com Tápias, a idéia é colocar no papel todos os números relativos ao impacto da implantação do programa sobre a arrecadação.
Assuntos como bônus de incentivo à compra de veículos e reciclagem não farão parte desse estudo, segundo Pinheiro Neto. Ele acha que é possível implantar o programa ainda este ano. O presidente da Anfavea voltou a afirmar que as montadoras não vão demitir funcionários enquanto estiver em vigor o acordo de manutenção de postos de trabalho incluído no último acordo emergencial automotivo. "Nós vamos cumprir o nosso compromisso até 30 de novembro", assegurou.
Ele, no entanto, reclamou da atitude dos metalúrgicos, que têm feito uma série de paralisações no setor. Para Pinheiro Neto, "a greve é um conflito diante de uma proposta de garantia de emprego". Pinheiro Neto e Tápias discutiram, também, a questão do acordo automotivo do Mercosul. Segundo o presidente da Anfavea, a entidade concorda com a proposta apresentada pela Argentina, de estabelecer um índice de nacionalização superlocal de 30% e um índice regional de nacionalização de peças de 60%.
De acordo com ele, também está sendo discutida proposta de criação de uma "trade balance", que representaria uma margem mínima e máxima de variação entre importações e exportações de veículos pelos países membros do Mercosul. A questão, no entanto, segundo ele , ainda não está resolvida, e as negociações continuam entre os governos dos quatro países membros do Mercosul.


