Anfavea exigiu participação em plano de renovação da frota argentina
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quarta-feira, 09 de junho de 1999
Por Ariel Palacios 
Buenos Aires, 10 (AE) - A Associação de Fábricas de Automóveis da Argentina (ADEFA) e a brasileira Associação Nacional de Fabricantes de Veículos (ANFAVEA) realizaram uma reunião em Buenos Aires onde elaboraram uma proposta de regime automotivo comum do Mercosul.
A proposta não foi divulgada integralmente a pedido da Anfavea
que considerou que isso seria inadequado antes de ser entregue aos governos dos dois países, fato que ocorrerá na próxima terça-feira.
Pelo que pode ser explicado pelo presidente da Anfavea, José Carlos Pinheiro Neto e o presidente da Adefa, Horacio Losoviz, as duas associações pretendem que o plano de renovação da frota na Argentina passe a aceitar os veículos brasileiros, que atualmente exclui.
Pinheiro Neto realizou uma sutil ameaça, ao afirmar que o plano de renovação da frota do Brasil, que poderia ser aprovado a partir de setembro, excluiria os automóveis argentinos, como retaliação, se for necessário.
No documento, ambas associações empresariais propõem a modalidade de "livre-monitoramento" como forma de substituir o atual mecanismo de compensações, que será eliminado a partir de janeiro do ano 2000. Nesse mecanismo, por cada carro argentino exportado ao Brasil, existe a obrigação de importar um carro brasileiro.
Até o momento, isso favoreceu a indústria argentina, menos competitiva que a brasileira. A proposta da Anfavea foi a de substituir a modalidade de "uma unidade brasileira por uma argentina" por uma compensação em dólares, indepente do número de veículos vendidos.
Além disso, concordaram que a tarifa para as montadoras que quiserem importar veículos das casas matrizes será de 17,5%. A tarifa de importação para os automóveis que não possuam montadoras no Mercosul seria de 35%.


