Anfavea, CUT e Força Sindicam não chegam a acordo sobre contrato coletivo
São Paulo, 09 (AE) - Representantes da Central Única dos Trabalhadores, da Força Sindical e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não chegaram a um acordo hoje sobre a adoção de um contrato nacional de trabalho que reduza diferenças de salários e direitos dos funcionários das empresas espalhadas pelo País.
O presidente da Anfavea, José Carlos Pinheiro Neto, afirmou que os metalúrgicos estão pretendendo "cartelizar" os salários e se recusou a negociar a pauta, que inclui piso nacional de salários e padronização de jornadas de trabalho. Para ele, esse tipo de negociação deve ser feita diretamente entre os sindicatos e cada uma das montadoras.
Mesmo sem acordo, as duas centrais decidiram suspender a greve nacional marcada para o dia 14. Em vez dessa paralisação, que duraria 24 horas, elas definirão um calendário de greves independentes, que será discutido por sindicalistas de todo o País em São Paulo.
"Vamos fazer greve sim, mas cada dia, ou cada semana, em uma cidade ou Estado", afirmou o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno José Bezerra. Segundo ele, sindicalistas e militantes viajarão em bloco para as localidades nas quais a greve será deflagrada, para garantir o sucesso do movimento. "Na hora de pedir ao governo redução de impostos, a Anfavea nos chama de parceiros e quer negociações nacionais, mas na hora de melhorar a vida dos empregados isso não vale mais", reclamou.





