Anfal prevê aumento de 7% na produção de rações no ano 2.000
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terça-feira, 12 de outubro de 1999
Por Renato Stancato 
São Paulo, 13 (AE) - O secretário executivo da Anfal (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentação Animal), João Prior, disse hoje que a produção total de rações no Brasil deve crescer 7% no ano 2000. Em 1999, a produção está projetada em 30,102 milhões de toneladas, o equivalente a um giro de US$ 6 3 bilhões. Para Prior, a maioria dos segmentos da indústria deve apresentar crescimento vegetativo que acompanha o crescimento do PIB. Contudo, nichos como o de pecuária leiteira e de animais de estimação devem ter saltos maiores.
No caso da pecuária leiteira, Prior acredita que a recuperação comece no ano 2000 e se estenda nos próximos anos. Ele aposta que as indústrias de laticínios recomecem a valorizar o produtor nacional a médio prazo, revertendo a tendência de liquidações de plantéis que vem ocorrendo atualmente. "Vai haver uma mudança na cultura deste setor, com maior tecnificação do produtor e com um menor interesse de importar produto de fora", estima. Ele acredita que o custo das importações tenda a ficar mais oneroso nos próximos anos, o que justificaria essa mudança. Em 1999, a bovinocultura, sem discriminação entre corte e leite, deve consumir 1,711 milhão de toneladas de ração, na avaliação da Anfal.
No caso do segmento Pet, ou alimentos para animais domésticos, o crescimento esperado deve ser imediato e consistente no ano 2000. O consumo, que de 98 para 99 cresceu 26 6%, ficando em 950 mil toneladas, deve atingir 1,090 milhão de toneladas no ano 2000, pelas projeções da Anfal. Em 99, o segmento movimentou US$ 997,5 mil no Brasil.
O forte crescimento deste segmento se deve à valorização dos animais domésticos na estrutura familiar contemporânea, o menor custo desses alimentos industrializados e a uma estratégia agressiva de marketing da indústria de ração. A Anfal estima que o investimento em mídia some US$ 20 milhões para rações de animais domésticos em 1999. "É um setor de alto valor agregado e grande potencial de demanda", diz Bernard Divry, diretor da árae de PET da Anfral.
Ainda assim, Ivry observa, apenas 33% dos cães e gatos brasileiros comem ração. A Anfal acredita que haja 30 milhões de cães e gatos no Brasil. A meta da Anfal é atingir 50% de consumo.


