Anel viário depende de alta do pedágio
Sid Sauer
A conclusão das obras do anel viário de Campo Mourão, iniciadas em 1993, depende do reajuste que será dado nas tarifas do pedágio. A afirmação foi feita esta semana pelo prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS). O governo do Estado nos garantiu que, com o reajuste, serão priorizados a duplicação Campo Mourão-Maringá e o término do anel viário, disse o prefeito. O anel está com cerca de 80% dos trabalhos já prontos.
A última etapa dos trabalhos foi a conclusão, semana passada, do viaduto sobre a BR-158, saída para Maringá. O viaduto tem 56 metros de extensão e estava com os pilares prontos desde 1978, quando o contorno sul começou a ser feito pela primeira vez. Mesmo em ritmo lento e sem os repasses prometidos pelo governo do Estado, as obras do viaduto chegaram ao fim. Com isso, já estão prontos os dois viadutos previstos no projeto.
O outro viaduto, com 35 metros de extensão, na saída para Guarapuava (BR-487) está pronto desde o ano passado. Os dois viadutos, no entanto, ainda não podem ser usados. É que do pouco que ainda resta para a conclusão do anel viário, estão as alças e as rotatórias que permitirão o tráfego no local. Dos 21 quilômetros que totalizam o contorno sul, cerca de 6 quilômetros são de alças e contornos.
O governo federal parou de enviar os recursos para as obras desde que a rodovia foi privatizada, lembra Tezelli. Com isso, as obras que já vinham com várias paralisações desde o início, no final de 1993, entraram num ritmo ainda mais lento. O segundo viaduto foi concluído com dinheiro da própria empreiteira, ressalta o prefeito. Segundo ele, a conclusão dos trabalhos vão custar aproximadamente R$ 2 milhões.
A situação é a mesma da Estrada Boaideira, compara Tezelli. A pavimentação da estrada que liga Campo Mourão a Cruzeiro do Oeste foi reiniciada em setembro do ano passado, mas parou depois de cinco quilômetros asfaltados. A empreiteira alega que fez os trabalhos sem receber nenhum repasse e que só volta às obras quando receber. No Ministério dos Transportes há a promessa da liberação de R$ 3 milhões, mas o dinheiro ainda não chegou.
Assim como a Boiadeira, o anel viário já virou novela. Quando a obra foi iniciada pela primeira vez, no final dos anos 70, apenas os pilares do viaduto da BR-158 foram feitos. O projeto foi readequado e retomado 15 anos depois. Desde então, cerca de R$ 7 milhões já foram investidos no local. Além dos viadutos, foram feitos 15 quilômetros de asfalto e uma ponte de 60 metros sobre o Rio do Campo.





