Brasília, 20 (AE) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) conclui quinta-feira a rodada de aumentos de tarifas energia previstos para o mês de abril, autorizando o reajuste de quatro concessionárias de distribuição da Região Nordeste. O aumento médio será de 5,1% e, de acordo com a assessoria de comunicação da agência, não há mais aumentos previstos para este mês. Novos reajustes, porém, poderão ocorrer nos próximos meses.
Foram autorizados o reajuste de 5,34% para as tarifas da distribuidora do Rio Grande do Norte (Cosern), de 5,38% para a Bahia (Coelba), de 5,31% para o Ceará (Coelce) e de 4,84% para a distribuidora de Sergipe (Energipe). O valor do reajuste destas tarifas é menor em relação ao das concessionárias do sistema elétrico Sul-Sudeste e Centro-Oeste, (cuja média foi de 12,4%) pois não incluiu o aumento de custos com a desvalorização cambial. As concessionárias do Nordeste não compram energia de Itaipu, que é orçada em dólar.
A Aneel também publica na quinta, no Diário Oficial, resoluções que estabelecem as tarifas de venda de energia das geradoras resultantes da cisão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). O governador de São Paulo, Mário Covas atribuiu a decisão de adiar o leilão das geradoras Paraná, Paranapanema e Tietê ao atraso na definição destas tarifas. Estas tarifas são um dos ítens necessários para a composição do preço mínimo de venda destas geradoras.
Também serão divulgadas na quinta as tarifas de uso do sistema de transmissão da Rede Básica e das conexões de energia elétrica, que constarão dos contratos iniciais a serem assinados entre as concessionárias do sistema interligado de todo o País. A tarifa será única para todas as empresas. A falta de clareza na definição destas tarifas também afastava os interessados em projetos de geração térmica e de gás natural. Estes grupos ainda não sabem quanto terão que pagar pelo uso das redes de transmissão.
Aumentos - Segundo a Aneel, os valores dos reajustes das quatro distribuidoras nordestinas ficaram abaixo da variação do IGP-M da Fundação Getúlio Vargas no período entre abril de 1998 e março de 1999, que foi de 7,92%. Os ítens que mais influíram na composição dos índices foram a inflação do período e os encargos da Reserva Global de Reversão e da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), subsídios pagos na conta pelos consumidores.
Já foram autorizados no dia 8 aumentos para a Cemig (16 25%), Companhia Paulista de Força e Luz (11,23%), Cemat (10,29%) e Enersul (11,72%). No dia 19 foram reajustadas as tarifas da AES-Sul, do Rio Grande do Sul (10,3%) e da RGE, também do Rio Grande do Sul, em 10,9%.

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