Androcur não matou Lima, diz o IML
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terça-feira, 04 de agosto de 1998
Guilherme Vieira e Adriana Ribeiro 
O Instituto Médico Legal (IML) informou ontem, em Curitiba, que a morte do aposentado Teodoro de Lima, 76 anos, em 8 de julho deste ano, foi causada por broncopneumonia associada a uma hemorragia subdural (no crânio). A apresentação do laudo foi feita pelo diretor do IML, Francisco Moraes Silva, que descartou qualquer interferência do medicamento Androcur na causa da morte de Teodoro. Mesmo com esse resultado, a família da vítima pretende esperar a conclusão do inquérito policial que apura responsabilidades, para mover uma ação de pedido de indenização contra os culpados.
Teodoro de Lima estava passando por um tratamento contra câncer de próstata no Hospital de Clínicas (HC) e havia recebido o medicamento Androcur da instituição. A família do aposentado encontrou um vidro de Androcur do lote 351, comprovadamente falsificado, e suspeita que o uso da fraude possa ter influenciado a morte do aposentado.
Silva informou que Teodoro acabou morrendo por causa de um intercorrência do câncer de próstata de que sofria. Doenças infecciosas como a broncopneumonia em doentes que sofrem com tumores malignos é regra, justificou.
Silva disse já ter eliminado qualquer outro fator que tenha influenciado o falecimento de Teodoro, mesmo antes da divulgação do laudo de amostras de Androcur do 351 que estão sendo realizados. Já eliminei de forma definitiva outros fatores, disse. Para Silva, seria uma exceção, se pelo histórico médico apresentado pelo paciente e pelos exames de autópsia realizado a causa morte não ocorresse como o que foi apurado no laudo.


