Andreas visita irmã e diz que 'pais a perdoaram'
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sexta-feira, 15 de novembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Andreas von Richthofen, 15 anos, irmão de Suzane, 19, visitou na tarde de ontem a estudante, presa na carceragem do 89º DP (Portal do Morumbi), zona sul de São Paulo. O adolescente chegou à delegacia por volta das 14h30, acompanhado do procurador jurídico da Dersa (estatal paulista de rodovias) Denivado Barni.
Suzane, o namorado Daniel Cravinhos, 21 anos, e o irmão dele, Cristian, 26, estão presos acusados de assassinar os pais da estudante de direito. Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados no último dia 31, a golpes de barras de ferro. Manfred era engenheiro e trabalhava na Dersa.
Segundo policiais da delegacia, Andreas não deu declarações, mas funcionários da Dersa entregaram um bilhete, assinado pelo menino, no qual diz que ele e os pais perdoaram Suzane.
''Perdoar é abrir o coração. Não só perdoei minha irmã Su, mas continuo a amá-la. Agora, principalmente, é o momento em que ela mais precisa do amor. Apesar da dor, tenho plena certeza de que nossos pais a perdoaram. Ainda ontem ouvi uma frase que muito me marcou: a humanidade deve caminhar unida em busca da civilização do amor'', diz a nota.
Esta foi a primeira visita recebida por Suzane desde sua prisão, na última sexta-feira. As visitas só podem ocorrer às quintas-feiras e apenas duas pessoas podem ficar na cela. Os advogados são liberados para falar com a estudante em qualquer dia. A visita vai até as 17h.
Policiais disseram que Suzane divide a cela com outras duas presas, entre elas, a administradora de empresas Emilie Daud Sarruf, 44 anos, acusada de matar o marido, o empresário Sérgio Afif Sarruf, 46, um horas antes do crime no Brooklin.
Sarruf era dono do Rei dos Armarinhos, tradicional loja da rua 25 de Março, região central da cidade.
Prisão prorrogada - A Justiça de São Paulo autorizou ontem a prorrogação da prisão temporária dos três acusados do assassinato do casal Marísia e Manfred von Richthofen. Conforme o Tribunal de Justiça do Estado, o juiz Alberto Anderson Filho, presidente da 1 Vara do Júri, autorizou a prorrogação da prisão por mais cinco dias.
A filha do casal morto, Suzane, seu namorado, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian, foram presos dia 8, após confessarem o crime, ocorrido na madrugada de 31 de outubro na região do Brooklin, zona sul de São Paulo. A primeira prisão temporária vence no domingo, dia 17. Com isso, a prorrogação vale entre os dias 18 e 22.
Marísia e Manfred foram surpreendidos na cama, enquanto dormiam, e assassinados a pancadas. Foram utilizadas barras de ferro recheadas com madeira, confeccionadas pelos acusados.
Segundo o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Suzane, Daniel e Cristian planejaram e executaram o assassinato.


