São Paulo, 31 (AE) - Cerca de um ano depois de assumir o comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o presidente Andrea Calabi faz alterações, esta semana, em nomes do primeiro escalão. Segundo fontes do governo federal, a mudança na diretoria é motivada por questões políticas e deveria ter ocorrido há mais tempo. A troca de nomes, no entanto
não é considerada radical, porque para a substituição não foram convocadas pessoas de fora do governo.
Entre as baixas está Eduardo Rath Fingerl, diretor das áreas operacionais de comércio, serviços e indústria - o que inclui a reestruturação do setor petroquímico nacional. Em férias, ele já possui convite para trabalhar em outra área do governo, porém ainda não revelada. Seu cargo será assumido pelo vice-presidente do BNDES, José Mauro Carneiro da Cunha, que já acumula a diretoria das áreas de crédito, de assuntos fiscais e jurídica. A diretoria financeira sai da responsabilidade de José Mauro da Cunha e passa a Isac Roffe Zagury - atualmente, secretário adjunto do Tesouro Nacional.
O atual diretor de infra-estrutura, Fernando Perrone, será substituído por Aloísio Asti, que deixa o cargo de superintendente da área social do Banco. Na infra-estrutura, Aloísio Asti terá, como uma das principais missões, auxiliar a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Petrobras na venda das refinarias da estatal, ainda este ano.
A venda das refinarias, aliás, já foi divulgada pela ANP, mas a Petrobras informa que o conhecimento que tem sobre o assunto não passa do próprio anúncio feito por David Zylbersztajn, presidente da Agência. E o ministério de Minas e Energia, por meio de sua assessoria de imprensa, explica: "Apenas a ANP se manifestou sobre o tema, até agora. Não há nada claro sobre o rumo que o negócio irá tomar, mas o processo está em estudo no Ministério, que deverá convocar reunião com a ANP e a Petrobras sobre a questão, em breve."

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