André vive com família de
descendência alemã há 21 anos
A dona-de-casa Hiromi Kern adotou um menino há 21 anos. Apesar de ter quatro filhos e ser de descendência alemã, ela resolveu adotar uma criança negra e hemofílica. ‘‘O André estava muito doente e veio para minha casa com a mãe biológica dele. Ela ficou conosco por quatro meses e deixou o menino’’, conta. Durante dois anos, Hiromi cuidou do garoto sem qualquer tipo de transação legal para a adoção, até que resolveu procurar a mãe biológica para iniciar o processo. ‘‘Acho que foi a melhor coisa que fiz. Para mim foi uma bênção’’, afirma.
No início, André teve que conviver com os ciúmes dos quatro irmãos mais velhos. ‘‘Foi difícil, tivemos alguns problemas mas que foram contornados’’, diz. Por ser hemofílico, André teve que ter alguns cuidados especiais e teve dificuldades na escola. Atualmente ele está cursando a 8ª série do ensino fundamental. ‘‘Ele é um ser humano, com todas as crises normais de um ser humano. Tive dificuldades com ele, mas tive com todos os outros filhos também’’, conta.
Mãe adotiva solteira, a ex-vereadora de Curitiba Rosa Maria Chiamullera também adotou uma criança há 10 anos. Como tinha uma vida agitada, Rosa Maria resolveu se antecipar à sorte e procurar uma criança para a adoção. ‘‘Eu não estava pensando em adotar alguém que fosse parecido comigo. Adotaria qualquer criança. Tive sorte de encontrar Raphael’’, afirma.
A mãe da ex-vereadora não concordava com a teoria da produção independente, o que fez Rosa Maria pensar muito antes de tomar alguma decisão. ‘‘Achava difícil me casar e ter filhos, mas eu me sentia muito sozinha’’, diz. Agora, com 10 anos, o menino não atrapalha o dia-a-dia da mãe. ‘‘Ele é quieto, inteligente e companheiro. É um pouco parecido comigo’’, brinca. (L.P.)

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