Andradina registra o primeiro caso de leishmaniose humana
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terça-feira, 24 de agosto de 1999
Por Antônio José do Carmo, especial para a AE 
Andradina, SP, 25 (AE) - O municípo de Andradina, a 650 quilômetros da capital paulista, registrou o primeiro caso de leishmaniose humana. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a pessoa contaminada pelo protozoário é um pedreiro de 50 anos que mora no Jardim Europa, a poucos metros do lixão onde está o maior foco de proliferação do mosquito transmissor.
Distante 120 quilômetros de Araçatuba, onde a doença já matou três pessoas, Andradina é uma das 22 cidades onde há diagnósticos positivos de leishmaniose canina. Nos cães não há tratamento autorizado e a única alternativa vem sendo sacrificá-los. Nas pessoas os médicos dizem que o segredo da cura é descobrir com rapidez. No entanto, os resultados dos exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz demoram para chegar.
O veterinário Aziz Abdeonour, chefe do Centro de Zoonoses de Andradina, disse hoje que dos 800 cães que tiveram sangue coletado para exames, apenas de 300 os resultados foram divulgados, sendo que 11 casos soropositivos. Os resultados de outros 300 deve chegar amanhã (26). A população canina de Andradina é estimada em 14 mil animais. Segundo Abdeonour, não há recursos financeiros nem infra-estrutura para realizar um inventário de todos os cães existentes no município, como ocorre em Araçatuba. "Por enquanto não temos condições de dimensionar a gravidade do contágio", disse.
A Superintendência de Controles de Endemias (Sucen) iniciou hoje a pulverização residencial em todo bairro onde mora a pessoa contaminada. No entanto, para alguns agentes de saúde é impossível afirmar com precisão geográfica o local do foco, porque a vítima circulava por diversas regiões da cidade.


