Cartagena, Colômbia, 26 (AE-ANSA) - Começou hoje (26) em Cartagena (Colômbia) a XI Cúpula da Comunidade Andina de Nações (CAN). Os organizadores do evento querem buscar uma nova dimensão para o processo de integração do bloco, que completa 30 anos. A CAN é composta pela Bolívia, Equador, Colômbia, Peru e Venezuela. O bloco regional tem pautado suas ações no intercâmbio comercial e espera, quando consiga um mercado comum regional em 2005, ter avançado em áreas mais sensíveis.
Caberá ao Peru, cujo presidente Alberto Fujimori não participou da abertura da cúpula, a próxima presidência da CAN, a partir de junho. O Peru tem se mantido à margem do processo desde 92 quando o governo Fujimori decidiu suspender temporariamente seus compromissos com relação ao programa de liberalização.
Na sessão de abertura, os presidentes Andrés Pastrana (Colômbia). Hugo Chávez (Venezuela) e Jamil Mahuad (Equador) defenderam a integração, em seus discursos, e reconheceram a necessidade de se superar os problemas e avançar para novas áreas. Participam da cúpula também os presidentes Hugo Banzer (Bolívia), Luis González Macchi (Paraguai) e Ernesto Pérez Balladares (Panamá). O secretário da CAN, o venezuelano Sebastián Alegrett, se referiu às conquistas alcançadas e lembrou da necessidade de reformas internas nos países membros para manter o impulso do intercâmbio comercial.
O primeiro-ministro alemão, Gerhard Schroder, enviou uma mensagem de saudações à cúpula na condição de presidente do Conselho Europeu. "Na vida, 30 anos coincidem com uma fase de grande capacidade de rendimento e redobrada responsabilidade". O chanceler destacou a aproximação dos andinos e a UE por meio de um diálogo constante sobre temas sociais e econômicos.

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