Andima prevê superávit de US$ 3,8 bi para a balança este ano
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quarta-feira, 19 de maio de 1999
Por Carin Homonnay Petti 
São Paulo, 20 (AE) - A balança comercial de 99, deve registrar superávit de US$ 3,8 bilhões - bem menos que os cerca de US$ 6 bilhões previstos atualmente pelo governo e menos ainda que as projeções iniciais embutidas no acordo com o FMI, US$ 11 bilhões. A projeção, da Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (ANDIMA), foi divulgado hoje pelo coordenador da comissão de acompanhamento econômico da entidade, Paulo Mallmann
principal executivo do BicBanco.
A média das previsões dos 15 economistas das instituições responsáveis pelos cálculos aponta para importações de US$ 47,3 bilhões e exportações de US$ 51,1 bilhões em 99. Para o ano 2000 a projeção é de saldo de US$ 6,1 bilhões. Segundo Mallmann, o volume exportado não cresceu este ano tanto quanto o esperado por motivos como a queda no preço das commodities agrícolas, incentivadas pela maior oferta de produtos brasileiros, como a soja no mercado externo. Além disso
a demanda do mercado interno caiu menos que o originalmente previsto, absorvendo parte da produção que poderia ser destinada à exportação. Também contribui, acrescenta o executivo, a falta de cultura exportadora e de estrutura para comércio exterior nas empresas brasileiras. Justamente por isso, Mallmann acredita que as vendas externas só vão reagir com mais força ao novo câmbio em cerca de três anos.
A Andima prevê para a Selic taxa anual entre 18% e 20% em dezembro e de 15,5% em 2000. "Juros menores dependem de ajuste fiscal maior que o previsto no momento", avalia o executivo da Andima. Também segundo a entidade a desvalorização cambial acumulada no ano deve ficar em 41%, com o real cotado em US$ 1,71 em dezembro. Também conforme previsões da entidade, o balanço de transações correntes deve registrar déficit 3,7% em 99 e 3,4% no ano 2000. Para a conta de capitais, a estimativa é de saldo de US$ 23,5 bilhões este ano e US$ 22,3 bilhões em 2000
com investimentos diretos de US$ 18,3 bilhões em 99 e US$ 17,6 bilhões no ano que vem. As reservas internacionais devem ficar em US$ 46,3 bilhões este ano e US$ 46,4 bilhões no ano 2000.
Para o PIB, a entidade estima redução de 2,2% em 99 e aumento de 3,7% em 2000, com retração na produção industrial, medida pelo IBGE, de 3,6% em 99. No ano 2000 a indústria deve crescer 4,8%. Para o desemprego apurado pelo IBGE, a taxa prevista é de 9% em 99 e 8% no ano 2000.


