Andima prevê inflação de 7% em 2000
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terça-feira, 07 de dezembro de 1999
Por Mônica Ciarelli 
Rio, 07 (AE) - O governo vai cumprir a meta de inflação estipulada para 2000, mas não vai acertar no alvo de 6% fixado para o período. A previsão é da Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima), que divulgou hoje um cenário para a economia brasileira. Os economistas da instituição prevêem que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), taxa que serve de parâmetro para o sistema de metas, encerre o próximo ano em torno de 7%.
"Algumas variáveis não vão pesar tanto, como petróleo e tarifas públicas", explicou a superintendente técnica da Andima
Valéria Arêas Coelho. Entretanto, a recomposição de margens nos preços ao atacado deve continuar, com reflexos para o consumidor. "Esse movimento ainda vai persistir e pressionar a inflação no período", previu Valéria, que faz parte da Comissão de Acompanhamento Macroeconômico da Andima.
O relatório estima também um crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) no ano 2000, um ponto percentual abaixo do patamar previsto pelo governo no acordo com o Fundo Monetário Internacional (PIB). A estimativa é que o PIB totalize US$ 604,2 bilhões no período. "Esse será um ano de transição, com o governo preparando o pano de fundo para a economia crescer acima de 6% a partir de 2001" , avaliou. A previsão para a produção industrial é de um expansão de 3,9%.
Entre os 15 economistas que fazem parte da comissão, a taxa de câmbio foi a variável que mais apresentou dispersões nas expectativas. Na média, a desvalorização prevista para o real foi de 2,1%. Alguns economistas argumentam que a moeda deve se valorizar em relação ao dólar por conta da melhora do saldo comercial, motivada pelo aumento dos preços das commodities no mercado internacional. Já outro grupo descarta uma apreciação significativa do real. Segundo eles, o balanço de pagamentos não pode depender apenas da balança comercial. A previsão para balança é de um superávit de US$ 3,9 bilhões, com exportações de US$ 54,8 bilhões e importações de US$ 50,9 bilhões.


