Andes vê tendência conservadora O presidente da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes), Renato Oliveira, afirma que o fato de quatro conselheiros da Câmara de Educação Superior terem sido reeleitos no CNE aponta uma tendência conservadora do conselho. ‘‘São pessoas que mantêm uma identificação com a atual política do MEC, o que dificulta a tarefa de enfrentar a expansão desordenada do ensino privado’, diz. A indicação dos demais, porém, foi aprovada por Oliveira. Neroaldo de Azevedo, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais em Educação, não quis falar sobre as indicações por desconhecer grande parte dos novos conselheiros. Para ele, o critério de seleção deveria ser o mesmo adotado em anos anteriores: o número de indicações de entidades definiria quem ocupa o cargo. ‘‘O fato de o educador indicado por apenas uma entidade poder concorrer facilitaria a formação de um conselho previamente desenhado pelo MEC’, diz. A coordenadora do Núcleo de Pesquisas em Ensino Superior da USP (Nupes), Eunice Durhan, rebate a crítica. ‘‘A escolha pelo número de indicações dá margem a uma disputa selvagem.’’ Reeleita como conselheira no CNE, Eunice discorda que o conselho tenha perfil conservador. O vice-presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenem), Sergio Arcuri, lamenta não poder indicar. (A.F.)