Andes sugere que greve de professores continue
Andes sugere que greve
de professores continue
Agência Estado
O comando geral de greve dos professores universitários federais decidiu sugerir às assembléias que recusem a proposta do Ministério da Educação de gratificação variável, restrita a docentes com título de mestre e doutor. A presidente da Associação Nacional dos Docentes (Andes), Maria Cristina de Morais, acusou o MEC de ter reapresentado um versão maquiada do Programa de Incentivo à Docência (PID), rejeitado no Congresso.
O comando propôs manter a greve e negociar uma proposta beneficiando todos os docentes ativos e inativos das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) com reajuste linear. Segundo Maria Cristina, os docentes das Universidades Federais de São Carlos, Viçosa e de Juiz de Fora já haviam decidido rejeitar a proposta apresentada quinta-feira pelo MEC, sem esperar a avaliação do comando.
Outras 47 instituições farão assembléias segunda e terça-feiras. A greve completa hoje 61 dias. O governo propôs aos grevistas gratificações de 21% a 56%, dependendo dos títulos dos professores, do regime de trabalho, do resultado de uma avaliação sobre o número de aulas dadas, do desempenho em sala de aula e da produção científica. O PID previa a concessão de bolsas para professores mestres e doutores.
Pelos cálculos da Andes, a proposta do MEC exclui pelo menos 19 mil professores inativos sem títulos de mestre ou doutor e prevê apenas bolsas para outros 27 mil docentes em atividade. Além de ser excludente, o MEC cria o critério de produtividade, ou seja, trata a educação como mercadoria, disse Maria Cristina. Produtividade não garante qualidade e a exigência só vai levar à disputa por quem faz mais. Os sete mil professors de 1º e 2º graus de escolas de aplicação e centros tecnológicos da Ifes também não foram atendidos. O ministro também não tratou de outros pontos da pauta, ressaltou.





