São Paulo, 10 (AE) - A polícia interrogou hoje durante quatro horas o andarilho Laerte Patrocínio Orpinelli, de 47 anos. Este foi a primeira vez que o homem acusado de ser o monstro de Rio Claro foi ouvido pelos policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Orpinelli confessou desta vez 13 assassinatos cometidos nos últimos 18 anos, seis deles em Rio Claro, interior do Estado. O preso foi indiciado por esses seis últimos crimes.
"Vamos fazer reconstituições dos crimes para medir a credibilidade de sua confissão", afirmou o delegado Osmar Ribeiro Santos. Além de ouví-lo, os policiais também estão tentando traçar um perfil psicológico da vítima para tentar descobrir o que teria feito o andarilho começar a praticar os crimes. Após conversar com o psicólogo, Orpinelli foi interrogado pelo delegado, que estava acompanhado por dois advogados e um promotor de Justiça.
Segundo o policial, o andarilho foi frio durante todo o depoimento. "Ele é uma pessoa fria, bastante insensível, tem uma memória privilegiada e muito bem articulada", afirmou o delegado. Santos disse que Orpinelli relatou ter passado por 30 cidades e que matou em oito - Matão, Rio Claro, Potirendaba, Pirassununga, Araraquara, Itu, Franca e Monte Alto. "Eu concentrei o depoimento nos crimes de Rio Claro", disse o delegado.
O andarilho, segundo o delegado, está sozinho em uma cela. A data das reconstituições ainda não foi marcada.

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