Andaime desaba e operários são salvos pelo cinto de segurança
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quinta-feira, 16 de dezembro de 1999
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 16 (AE) - O resgate dramático de dois operários que pintavam um edifício a 30 metros de altura, paralisou, por cerca de 50 minutos, o centro de Belém, hoje à tarde. Um dos lados do andaime desabou quando Reginaldo Moraes e Raimundo da Silva pintavam a parte externa do edifício Celestino Rocha. Eles foram salvos pelo cinto de segurança. Era o primeiro dia de Moraes e Silva na obra. "Nasci de novo. Essa nova vida é um presente de Natal e só tenho a agradecer a Deus", afirmou Silva. "Os heróis são nossos colegas, que lá em cima ficaram segurando e puxaram as cordas", acrescentou Moraes.
O Corpo de Bombeiros não foi bem sucedido na tentativa de resgatar os dois trabalhadores. Um dos carros deslocado para o local levou um escada cuja altura máxima chegava a 20 metros. A primeira tentativa foi recebida com vaias pela multidão que se aglomerava na rua em frente ao prédio. Os operários reclamavam de dores e pediam socorro, temendo que as cordas se rompessem. No topo do prédio, dez operários seguravam as cordas que prendiam Moraes e Silva. De repente, Silva conseguiu reunir forças e, com a ajuda dos colegas, subiu pela parede até o topo, onde foi resgatado. Moraes foi resgatado 20 minutos depois, com a ajuda de outras cordas atiradas pelos bombeiros.
"O que houve nesse acidente foi uma fadiga inexplicável do material do andaime", tentou justificar o engenheiro Carlos Pinho, diretor da construtora responsável pelo edifício.


