Anatel tenta coibir rádios clandestinas
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quarta-feira, 01 de setembro de 2004
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Com números que apontam a existência de quase 3,5 mil estações de rádiodifusão operando clandestinamente em todo País, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) planeja aumentar até meados de 2005, seu poder de fiscalização em todo território nacional. Para isso, uma de suas principais estratégias é conseguir inteligar o Centro Nacional de Controle, situado em Brasília, em tempo real com todos os 27 centros de monitoração existentes nas capitais.
Até agora a agência fez a interligação de seus sistemas em apenas dois estados: Rio Grande do Sul e Paraná.
No primeiro contato feito entre o conselheiro José Leite Pereira Filho da Anatel, em Curitiba, e o presidente da agência, Pedro Ziller de Araújo, em Brasília, Pereira Filho relatou a importância de existir um centro de controle com informações em tempo real na cidade de Foz do Iguaçu. De acordo com a gerente regional da Agência no Paraná, Tereza Fialkoski Dequeche, em função da tríplice fronteira, a região sempre demandou muito serviço de fiscalização.
''Existe demanda por todo tipo de fiscalização, da telefonia, telecomunicação, e, pela localização, pelo uso de equipamentos que não são permitido no País'', diz. É o caso dos telefones sem cordão de longo alcance, que chegam a garantir comunicação a até 40 quilômetros de distância. Na fiscalização de 51 estações de rádio clandestinas, denunciadas à agência este ano, chegou-se à conclusão de que 48 são estrangeiras e três eram brasileiras.
As rádios clandestinas, segundo ela, não são problema no Paraná, que hoje tem apenas quatro rádios ilegais, sendo duas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Ruais Sem Terra (MST), uma na Região Metropolitana de Curitiba e outra no interior. ''As quatro foram fechadas mas reabriram'', conta Tereza.
Hoje todo o sistema do Paraná, composto de seis estações remotas (Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu) e uma móvel, já faz o monitoramento constantemente. O processo de interligação dos dois centros vem ampliar o controle do uso do espectro de radiofrequência por parte da Anatel, uma vez que a central de Brasília e a regional de Curitiba terão acesso em tempo real às informações captadas pelas estações.


