Brasília, 29 (AE) - O superintendente de Serviços Públicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Edmundo Matarazzo, confirmou, em entrevista ao programa "Bom Dia, Brasil", da Rede Globo, que o setor está menos preocupado com o bug do ano 2000 que com o comportamento de quem vai usar o telefone na noite do dia 31 de dezembro. "Os sistemas foram todos testados e preparados, mas o comportamento do cidadão na virada do ano é muito importante para garantir o bom funcionamento do sistema", disse.
Ele lembrou que a passagem do ano é uma data particular e que esta passagem de ano é uma data especial: "Se todas as pessoas tentarem usar o serviço de telecomunicações, certamente não é bug que vai causar problema". Todos os anos as empresas fazem uma preparação específica para o fim de ano, mas o que preocupa a Anatel neste ano é que há várias concentrações especiais pelo País, uma grande quantidade de telefones celulares, o que vai trazer um comportamento especial, avaliou Matarazzo.
"Imagine dois milhões e meio de pessoas na praia de Copacabana tentando telefonar à meia-noite, ainda mais com telefone celular", exemplificou.
Em relação à diferença de preço das chamadas à noite, o que poderia levar a um aumento do número de ligações noturnas, o superintendente da Anatel disse que algumas empresas estão oferecendo descontos especiais para esta passagem de ano, e que as promoções começam mais cedo na sexta-feira e se estendem ao longo do dia. Ele pediu a cooperação de todos, independentemente de descontos: "O sistema de telecomunicações não é dimensionado, não é preparado para que todas as pessoas usem o telefone ao mesmo tempo".
Matarazzo salientou que foram testadas não apenas as chamadas das ligações, mas também o registro das chamadas e o faturamento em si, a emissão das contas. O sistema de faturamento, que não tem a ver diretamente com a comunicação que se faz nas redes de telecomunicações, também foi adequado e a Anatel espera que não haja nenhum problema, afirmou.

mockup