Anatel e Aneel contestam críticas do Idec
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2000
Por Gustavo Paul 
Brasília, 22 (AE) - As agências nacionais de telecomunicações (Anatel) e de energia elétrica (Aneel) contestaram hoje as críticas feitas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), de São Paulo, em relação à qualidade e ao valor das tarifas dos serviços públicos.
Segundo nota divulgada nesta terça-feira (22), a agência de energia elétrica argumenta que desde 1995, antes do início do processo de privatização, não houve alterações nas tarifas cobrados dos chamados consumidores de baixa renda.
Depois da desestatização, diz a nota da Aneel, todas as concessionárias privatizadas mantiveram integralmente o subsídio ao consumidor de baixa renda. De acordo com dados do Dieese, diz a nota, o valor médio das tarifas subiu 79,85% entre 1994 e 1999
"contra uma inflação de 86,34%".
A agência de energia elétrica também ressaltou que a prestação de serviços vem apresentando melhoria nos indicadores de qualidade, pois os indicadores de qualidade de tempo e duração de queda de energia melhoraram 10% em média entre 1998 e 1997.
A Anatel garantiu em nota que no setor de telecomunicações, o usuário está pagando menos por um serviço de melhor qualidade. Antes do processo de privatização o preço de uma linha telefônica era de R$ 1.117,00 e hojé está entre R$ 50,00 a R$ 80 00.
A nota da Anatel lembra ainda que o governo brasileiro iniciou no final de 1995 um processo de reestruturação das tarifas dos serviços de telecomunicações. O objetivo era "estabelecer valores mais justos, orientados pelo custo de prestação de serviços e reduzir os subsídios existentes".


